segunda-feira, 21 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
Categórica? Eu?
Ontem uma amiga me disse que tenho o hábito de categorizar as coisas. Fiquei pensando nisso e cheguei a uma conclusão e a uma “suspeita”: a conclusão é que essa minha forma de ver o mundo é uma maneira de orientação. É apenas um olhar que tenta ver as especificidades de cada situação e, consequentemente, gera definições ou, como disse ela, categorias. Bom…a suspeita é que eu devo realmente estar desorientada, porque tenho categorizado bastante o mundo!
Tenho tido algumas oportunidades (umas bem engraçadas, por sinal) de refletir sobre a definição de estado civil que assumimos como padrão e utilizamos no nosso dia-a-dia.
Por mim, essas definições deveriam ser abolidas ou, no mínimo, revisadas com carinho! Estou segura que elas não dão conta de explicar de uma forma fiel isso que chamam por aí de “estado civil”. E, por tanto, não geram informação suficiente para que, quem a receba, possa se orientar de forma satisfatória! É ainda mais grave! Além de não ajudarem, atrapalham!
Muito teórico? Hora do exemplo!
É assim, como em um jogo do xadrez. Existem dois adversários, um tabuleiro com peças e um objetivo que seria vencer o jogo. Cada peça que se move influencia totalmente a próxima peça a ser mexida. Por mais que existam jogadas e técnicas pré-estabelecidas, o que define a próxima jogada é a anterior praticada pelo adversário.
Ou seja, você (jogador 1) conhece a uma pessoa (jogador 2). Você acha esta pessoa interessante e parte para a investigação mais comum no mundo dos solteiros, que formalmente chamamos de “estado civil”. Você a observa, conversa com ela, adquire conhecimento e em pouco tempo pode concluir se ele/ela esta livre. Pergunta aos amigos em comum, vasculha a vida da pessoa na internet, facebook, linked In, etc. Se está com a pessoa ao lado, procura a aliança e se já esta mais espertinha repara até na marca da aliança (ausente) no dedo! E, no caso do nosso exemplo, o jogador 2 dá a entender que é casado…
Não vale para todos, mas pelo menos a minha tendência é evitar ao máximo envolvimentos com homens comprometidos (palavra altamente questionável) com outra mulher. Qual a consequência? 1. Conclui-se através do fato constatado que jogador 2 não está disponível. 2. Retira-se o time de campo e partimos para a próxima! O cara interessante foi riscado da lista!
E aqui chegamos onde eu queria chegar! Incoerências da vida a parte, mas tudo o que tenho visto por aí são casados DISPONÍVEIS e solteiros NÃO- DISPONÍVEIS!
Não me entendam mal! A discussão aqui não é sobre fidelidade! Estou contando sobre a minha percepção para melhorar a forma de entender e lidar com certas situações. Se eu houvesse pensado sobre isso antes, não teria sido tão frustrante conhecer aquele cara legal, super indicado por suas melhores amigas, inteligente, bem-sucedido e ainda solteiro (logo disponível)! Parece um milagre! E com o andamento da história, perceber que esta pessoa está fechada, trancada por dentro, não há possibilidade de entrega, pois existe uma barreira intransponível. Pode servir para um casinho passageiro (para viver uma “pré-história” como bem disse outra amiga), mas tive a certeza de que não construiria a vida, ou parte dela, ao lado desta pessoa. Ele, sem dúvida está solteiro, porém encontra-se longe de estar disponível.
Em contrapartida, os casados estão circulando por aí, sem aliança no dedo, com a maior liberdade para pedir o telefone da mulher bonita sentada ao lado no avião! Mas essa passagem merece um texto só para ela! Aguardem que é fantástica!
Por essas e outras gostaria de reeditar as categorias de estado civil que conhecemos hoje e dividir em apenas seres humanos “disponíveis” ou “não-disponíveis”! Acho que, além de mais simples é mais honesto e mais eficaz.
E que fique claro que isso diz respeito a uma atitude interna e não ao compromisso assumido com o outro ou com a sociedade! Estamos falando aqui de Lei x Desejo e de como a construção cultural requere, muitas vezes, uma renúncia pulsional, dura, porém necessária ao processo civilizatório. E que geram conflitos cotidianos que não podem ser entendidos em poucas palavras como solteiro, casado, divorciado ou citando o Facebook “em um relacionamento estável”!
Como forma de entender melhor os encontros e desencontros humanos tenho exercitado o meu olhar a dissociar as ideias de casado com não-disponível e solteiro com disponível. Vincular estas ideias funcionaria em mundo sem complexidade, sem ambiguidades, onde as pessoas poderiam, de fato, ser categorizadas. Porém serei obrigada a admitir que esse definitivamente não é o nosso!
quinta-feira, 10 de março de 2011
Um brinde carnavalesco!
Pela liberdade de ir e vir,
Pela tranquilidade pós-beijos,
Pela quantidade de conflitos evitados,
Pelas pessoas bacanas que conheci,
Pelos momentos compartilhados com os amigos queridos.
Brincadeiras e clichês a parte, é muito bom estar solteira no Carnaval!
E fica a dica: quem quiser se separar, mas não está sendo capaz dar o passo, é só ir para o Rio no Carnaval!!
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