sábado, 21 de maio de 2011

Foi quase sem querer

Foi quase sem querer
que eu percebi
que alguma coisa não ia bem.
Nem havia motivo para mudar a cor do céu e do mar.
Azul sempre foi e vai ser
a minha cor preferida.
O sol continua brilhando,
o mar está morno.
Um clima perfeito.
Um lindo dia de verão.
Ninguém vai entender,
muitos vão duvidar,
mas falta o vento...
Aquele vento gostoso que bate no rosto
e desperta o coração
para o que existe além do horizonte.
Aquela falta de paz, aquele desassossego
que incomoda e ao mesmo tempo reaviva,
te leva para mais longe, te empurra
para um lugar que você ainda não viu.
Não quero mais o mar tão calmo assim.
Quero sentir as ondas no meu rosto me dizendo:
“Aproveite a vida!”
Quero não ter paradeiro nem destino.
Quero ser diferente, transformar o mundo.
Quero sofrer por amor.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A primeira manhã



Ela dormia.

Até que foi despertada pela manhã. Mais precisamente pelos primeiros raios de sol, que se espremiam pela pequena fresta da janela, propositalmente esquecida aberta.

Ainda não se podia prever o poder do brilho e da luz ainda branca, ainda de pouca intensidade,  que invadiam todo quarto.

As mudanças eram imediatas e autoritárias. Sem consultar ninguém, ao passar de um segundo, a noite virou dia e já não havia volta atrás.

E em poucos minutos os raios perigosamente ganhavam calor. O que ofuscava os olhos agora acariciava a pele com um toque morno e suave.

O despertar foi completo. Os cinco sentidos curiosamente investigavam o mundo. O brilho iluminava os olhos, o calor no corpo, o cheiro da manhã que era a química perfeita entre frescor e café, e que num vacilo da racionalidade ou talvez alucinação, traziam gosto à boca. Sim, era uma alucinação, pois em sua mente também havia música.

O sol, poderoso, continuava lá fora, mas seu acordo era com o tempo, que implacável, não parava de correr. Água que escorre por entre os dedos.

O prazer dá boas-vindas a angústia e a memória lhe trai. Já não é capaz de lembrar-se ou compreender em que momento se entregou.

Entre o sonho e a realidade, ela sai da cama a procura de algo que já não sabe bem o que é.


    Olivia Mattos

terça-feira, 3 de maio de 2011

Só uma piadinha....

João pergunta a Maria:


     — Maria, quer se casar comigo?


     — Não!


E eles viveram felizes para sempre!