terça-feira, 12 de abril de 2011

Quem tem azar é azarado, quem tem sorte é SORTERO!!!


Um leitor recém chegado pode achar que este blog é um lugar de apologias ao solteirismo e que eu, Olivia, devo abominar qualquer tipo de relacionamentos estáveis, mas uma leitura mais atenta provará que não é este o intuito. Posso resumir a proposta do blog como sendo um projeto pessoal, uma forma de me auto ajudar a não entrar em relacionamentos furados e se puder ajudar algumas amigas e amigos, missão mais que cumprida! 

Tenho exercitado a minha capacidade de dizer a verdade, principalmente nas horas mais difíceis. Por isso terei que admitir que este titulo não passa de uma pegadinha! É polemico e achei que daria ibope! Pior ainda! Foi re-plagiado de um amigo que, por sua vez, plagiou um autor não identificado! Não que esteja desconectado do conteúdo do texto, mas não vai exatamente pelo mesmo caminho. Feitas estas colocações, passarei para as advertências!

Primeira: para os que gostaram do titulo, tenho a infeliz noticia de que já atingiram com isso a sua cota de prazer por hoje. Por tanto, os que tomarem a decisão de seguir lendo considerem-se avisados para não dizerem por aí que faço propagando enganosa!

Segunda: os que acharam o título uma piada engraçadinha, mas de mal gosto, podem ficar tranqüilos que daqui para frente estarão mais satisfeitos com meus comentários. 

Terceira: este texto não é um recado para ninguém específico, mas se a carapuça servir...

Então, comecemos!

Na verdade acho que vincular a felicidade ou ideias de sorte ou azar, ao estado de disponibilidade (lembrem-se que abolimos no ultimo texto o conceito de estado civil) um grave equivoco. Inclusive, estou um pouco ranzinza hoje e vou dizer! Acho chatérrimas aquelas pessoas que acham que ter ou não ter par é determinante para estar de bem consigo mesmas! As situações clichês são: os homens levantando a bandeira da solteirice e as mulheres buscando suas almas-gemeas. Perdôo os dias de carência e domingos frios e chuvosos. Nesses dias, de fato, alguém ao lado é determinante para atingir graus mais altos de satisfação! E também perdôo a semana de carnaval porque estar solteira é, sem dúvida,  bem mais divertido!

Mas, em geral, acho que todas as formas em extremo são prejudiciais a saúde, ou de saúde (mental) prejudicada? Acho tão complicado como as pessoas que não tem a capacidade de estar só, aquelas pessoas que não são capazes de se entregar a um relacionamento. Hoje quero tocar um pouco neste último tema.

Bom, a esta altura vocês já devem ter percebido que discordo plenamente da frase do titulo e digo mais;
Desculpem, mas não acredito nos “solteiros convictos”! Conhecem? São essas pessoas que vão chegando numa certa idade e resolvem se auto intitular “solteiros por opção”. Parece um fenômeno esquisito, mas todo mundo tem um amigo, parente ou pior, um gatinho assim por perto.

Não sabem  ainda? Exemplos: são os que dizem, “oi, muito prazer. Me chamo fulano e, oh! Não tenho a intenção de namorar e muito menos de me casar!" E repetem: "nunca, viu?!" Caso você não tenha entendido na primeira… Aí resolvem comprar apartamento, de 1 quarto, claro! E se tem 2, resolvem rapidinho quebrar a parede para “ganhar mais espaço”, fazendo de tudo para garantir que nenhum, ou nenhuma sem-teto monte acampamento em sua propriedade. Um amigo meu até cogitou instalar uma banheira no meio da sala! Aí virou Motel, né?! Tomara que ele tenha desistido!

São pessoas com uma habilidade ímpar de conseguir estar acompanhadas e sozinhas ao mesmo tempo. Esbanjam em variedade e são extremamente carentes de recursos para construir uma parceria com alguém.

Podem falar com ímpeto, segurança, afirmar e reafirmar quantas vezes quiserem que são contra relacionamentos estáveis, mas tem algo nesse discurso que escapa. É como um discurso político que a maioria das vezes é vazio e mentiroso. Não digo mentira sem escrúpulos, mas aquela mentirinha por inércia, por inabilidade, insegurança e por sofrimento. Claro, seja antiga ou recente, é sempre a dor.

Consequência: eles jogam na defesa e o outro time parte para o ataque, mas difícil é sair gol nesta partida. É a lei da natureza, a balança afrouxa de um lado e acaba pesando para o outro! E são as mulheres que levaram a fama de estar caçando marido por aí! De pressioná-los, como se a mulher de hoje ainda fosse aquela criada e educada para dedicar-se ao lar! Ou a eles? Ai que preguiça!

Tenho a desconfiança de que nós, homens e mulheres, ainda não nos adaptamos ao novo modus operandi contemporâneo no que diz respeito a relacionamentos, mas acredito que a natureza, mesmo a humana, tende a buscar a harmonia e o equilíbrio. Talvez seja uma questão de tempo.


                                                                                                                                               Olivia Mattos

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